terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Algumas palavras sobre o fim de ano

Este 2021 também não foi fácil. E tão dolorido quanto seu antecessor. Mas somos resilientes

Foto: Stock Snap/Pixabay

Entre conexões e desconexões, enfrentamos momentos atípicos em nossas vidas neste último biênio. Situações adversas e inéditas em muitos e muitos anos, as quais afetaram nossos bolsos, nossos humores, nossa estabilidade... Nossas vidas. Quarentenas, novos medos, novas preocupações e novas práticas povoaram os dias destes tempos de pandemia. Exigindo o máximo de nossas forças.

Não é fácil. A vida, por si só, é uma espécie de montanha-russa de conquistas e de reveses. Estamos acostumados. "Não se pode vencer todas..." diz a máxima universal. E até nos acostumamos. As eventuais quedas ensinam a levantar. Assim vamos vivendo, buscando o melhor, crescendo, aprimorando e aprendendo a levantar. Mas o baque da Covid-19 veio como um teste muito além das mais sádicas expectativas. A famosa virada de 180º. Deu até tontura. Dores, perdas, limitações, vida pela metade. Um redemoinho de sentimentos e sensações que ameaçaram sufocar-nos, o tempo todo. Foi bem assim: modo avalanche.

Mas sobreviver é preciso. Está no DNA. É da nossa natureza. Impulso inato. É o que fazemos diante das piores provações. Lutamos pela sobrevivência. E, é claro, isso soa simplista. É quase um reducionismo da emaranhada teia em que nos enredamos nestes últimos anos. Mas tem um único objetivo: lembrar que somos fortes. Temos energias e ímpetos que surgem dos vieses mais inesperados. Somos capazes, muito capazes, e se essa capacidade não é infinita, ela vai muito além, com toda a certeza, do que nossa vã filosofia permite conceber. E é isso que somos. Resiliência em forma de carne e osso. A vocação que nos cabe. Mais do que nunca, uma vocação útil e necessária.

Logo ali, daqui uns dias, o tal Ano Novo. Tudo muito simbólico. Baseia-se em conceitos astronômicos. Contagem de rotações e revoluções dos astros. Mas quem se importa com essa fundamentação toda na hora do brinde? O simbolismo é que o importa, dia 31, segundos antes da meia-noite. Vamos ficar com ele. Vislumbrando o novo. O recomeço. Os famosos dias melhores. Vamos abraçar esses dias. Dias que a nossa resiliência, nossa capacidade, nossa força, permitiu-nos alcançar.

Por: José Francisco Alves | Publicitário
J. F. Alves Comunicação

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Conto - O Natal de Léo


Ilustração:  Alexandra Koch/Pixabay

Tudo começou com uma curiosidade, típica de criança: “Manhê, como o Papai Noel entrega presentes para TODO mundo à meia-noite?”

A mãe, distraída no computador, respondeu com um simples (e frustrante) “ele é o Papai Noel, Léo. Ele consegue.”

Léo não estava nada satisfeito com a pergunta. 8 anos de idade, mas já tinha discernimento e curiosidade suficiente para ter um nó na cabeça tentando entender como o bom velhinho faz o que faz à meia-noite.

Foi até o pai com a mesma pergunta; o pai, sem saber o que dizer e com medo de falar alguma bobagem que faça o menino não acreditar em Papai Noel, fez uma longa explicação sobre fusos horários, como na verdade esse 1 minuto eram vários, à medida que o Papai Noel ia cruzando as zonas diferentes, e sobe e desce, e vai e volta, um monte de explicações que para Léo não faziam sentido nenhum.

A dúvida persistia; Léo decidiu então tomar o lugar da mãe no computador, enquanto ela ia para a cozinha preparar a janta. O menino entrou no Google e digitou:

COMO PAPAI NOEL ENTREGA PRESENTES PARA TODO MUNDO?

A pesquisa ofereceu 1.345.547 resultados, incluindo lojas de presentes, venda de produtos de decoração e árvores de Natal, cartões de Natal virtuais e mais um monte de coisas que não respondiam. Léo foi passando página por página de resultados, e lá pela página 30, achou um link “fale com o Papai Noel”. Clicou, e o navegador abriu uma pagina com um formulário simples, para a mensagem ser enviada “para o Papai Noel”.

Léo não tinha muito a perder, então preencheu e clicou Enviar.

Foi aí que tudo começou.

As luzes do quarto se apagaram, e foram substituídas por uma mistura de cores, que Léo identificou após alguns segundos como luzes de Natal. Lentamente ele voltou a enxergar e viu que não estava mais em casa.

A primeira coisa que viu foi uma placa “Oficina do Papai Noel – Sem acidentes há 2.345.341.678 dias”.

“Ei, deu certo!!! Eu falei!!!”. O duende do marketing saltitava. “Eu falei que a gente devia usar o formulário do site ao invés de receber cartas!!”.

“Sim, mas era para o formulário trazer crianças para cá?”, o cético duende de TI questionou.

“Veja bem, não era exatamente ISSO que deveria acontecer, mas é válido, pois é uma experiência co-participativa com nosso público-alvo, que permite à nossa empresa se comunicar melhor criando experiências com nossa marca…”

Os outros duendes ignoraram o do Marketing e se dirigiram a Léo. Após garantir que o menino estava bem, o levaram por largos corredores, repletos dos enfeites de Natal mais brilhantes que Léo já tinha visto, com uma luz natural (pelo menos não via fios) que deixava tudo mais bonito. Os corredores eram limpos, e as paredes tinham alguns quadros de aviso, calendários, mapas de planejamento. Tudo muito organizado, como se esperava.

Léo chegou em uma sala de conferência, com um mapa mundi gigante no centro cheio de luzes acesas, indicando vários lares de crianças. O duende do SAC e o duende do Marketing o acomodaram no sofá e começaram a conversar com o menino:

“Pois então, Léo” – disse o do SAC, levantando uma sobrancelha – “o que podemos fazer para lhe ajudar?”

“Bom, é que…” – Léo gaguejava um pouco, ainda não acostumado com tudo que via – “…eu queria saber como o Papai Noel entrega todos os brinquedos”.

O duende do marketing saltou da cadeira. Era sua hora de brilhar. “Veja bem garoto, esquece essa coisa da entrega: o segredo do sucesso está no nosso planejamento estratégico, que começa por manter um mailing atualizado de todos nossos clientes, mantendo-os encantados durante o ano todo até o Natal, quando começa a parte menos interessante, que é a entrega”.

“Que bobagem!” O duende da área técnica entrou na sala. “É Léo seu nome, certo? Amiguinho, a entrega é a parte MAIS importante do Natal. Trabalhamos 365 dias por ano regulando o trenó, mantendo as renas alimentadas e exercitadas, com um controle rigoroso da linha de produção em conjunto com a logística…”

Nessas, entrou o duende do RH na sala, que começava a ficar apertada: “E as pessoas? Coordenamos mais de 5 mil funcionários, que atuam em perfeita harmonia e são constantemente motivados por nós para que tudo dê certo…”. O duende do Financeiro entrou atropelando e falou do budget milimetricamente planejado, que por sua vez foi atropelado pelo de Compras, que falou da importância de ter matérias-primas ideais para realização do serviço…

Lá pelas tantas, quando não cabia mais duendes na sala, o alto-falante da oficina soou, com a voz do duende assistente do Papai Noel:

“Atenção duendes da segurança: favor levar o menino da sala de conferências 2 para a sala do Papai Noel”

Dois duendes de tamanho 3×4 e óculos escuros abriram caminho no mar de empregados de todas as áreas e conduziram Léo por mais uma série de corredores.

À medida que chegava mais perto do destino, os corredores pareciam brilhar com mais intensidade.

Os duendes o deixaram em uma sala grande, com apenas uma mesinha simples de madeira. Na parede, fotos de diversos Natais, confraternizações na oficina, e várias anotações. Em um dos cantos, sacos de cartas de crianças. Na mesa, Léo viu uma bela foto da Mamãe Noel, ao lado de alguns papéis, memorandos e outras coisas deixadas pelos duendes.

Enquanto Léo olhava para o resto da sala, uma mão lhe tocou no ombro. O susto do menino ao ser surpreendido nem se compara ao que tomou quando viu que a mão era do Papai Noel.

“Oi Léo, tudo bem com você?”

“…………………..tudo.” Léo estava perdido.

“Não fica de pé não, Léo; pode sentar, fique à vontade.” Papai Noel foi fazendo sala até o menino se encontrar.

Após alguns minutos de conversa e uns refrescos trazidos pelo duende assistente,

Léo finalmente fez a pergunta que o levou até o Polo Norte:

“Papai Noel, como o senhor faz para entregar presentes para todo mundo à meia-noite?”

E Léo contou as várias versões de todos os duendes para Papai Noel, que ouviu com muita calma.

“Léo, apesar dos meus duendes terem se empolgado um pouco, todos eles falaram a verdade. Olha aqui para a televisão, deixa te mostrar um pouco do que a gente faz.” E a TV de plasma da parede ligou. Papai Noel começou a dar diversas explicações, sobre como cada departamento faz sua parte de maneira bem harmoniosa e com igual importância.

Durante o ano, a área de marketing mantém vivo o interesse de todo mundo no Natal para que todos enfeitem bem as casas e os duendes saibam onde entregar os presentes. A área comercial faz a captação dos pedidos via carta e faz a ligação com a área de compras e financeira, que providenciam todos os produtos que vão para a logística, que arruma as embalagens para cada criança. Dali, os presentes são preparados para entrar não em um trenó, mas em vários, todos bem preparados pela área técnica, com os duendes pilotos esperando. Os trenós percorrem o mundo e distribuem os presentes.

Léo ia ouvindo a explicação e ficando desanimado.

Então não era Papai Noel que entregava os presentes? O menino era pura desolação, vendo a fantasia ruir, mas Papai Noel não perdia o sorriso.

“Agora Léo, você vem comigo que eu vou te mostrar a minha parte”.

Léo ficou confuso. Mas os duendes não faziam tudo sozinhos? Passou com Papai Noel pelos corredores até chegar a um enorme hangar em uma das pontas da oficina, onde vários duendes já partiam para diversos pontos do mundo, com os trenós cheios de presentes. O menino e Papai Noel se dirigiram para a plataforma principal, onde estava estacionado o trenó principal.

O velhinho acomodou Léo no banco do passageiro e subiu no trenó. Era quase meia-noite, e os dois partiram.

Após mais ou menos uns 10 segundos de viagem, chegaram na cidade. Lá, um senhor dormia na rua, passando frio, abraçado a uma garrafa de pinga. A rua estava fria, feia e triste, sem nenhuma luz ou cuidado.

Papai Noel desceu do trenó. Léo, do banco do passageiro, viu Papai Noel tocar de leve a cabeça do mendigo, que se levantou após alguns instantes, sorriso na cara. Começou a se dirigir para o albergue do outro lado da rua, onde as luzes acesas e os sons eram certamente bem melhores que a rua.

Léo achou estranho, tentou perguntar algo, mas Papai Noel subiu no trenó e acelerou de novo. O trenó subiu, subiu, subiu até um ponto muito alto da cidade, na cobertura de um prédio.

Lá dentro, um outro senhor, só diferente daquele que dormia na rua nas roupas e conforto do lar, jantava sozinho uma ceia que parecia ter sido feita para 20 pessoas, rodeado de quadros caros, esculturas raras, talheres de prata e enfeites de ouro.

Nada na casa indicava que era Natal, tudo era muito escuro e pouco convidativo, de muitas maneiras parecido com o beco escuro onde o mendigo dormia.

Papai Noel se aproximou do homem e tocou-lhe no peito. No mesmo instante ele levantou da mesa, com olhar determinado. Juntou toda a comida da mesa em cestos improvisados, ainda buscou mais coisas da dispensa e correu até o elevador.

Papai Noel e Léo desceram no trenó, seguindo o homem, que se dirigiu ao mesmo albergue onde o mendigo entrou.

Do lado de fora, os dois olharam para dentro do albergue. Lá, o homem rico distribuía sua ceia, enchendo os pratos de todos, inclusive o do mendigo, que depois de um grande jantar começou a cantar para todos que lá estavam, com uma voz que espalhava alegria. Todos estavam muito felizes, e Léo ficou muito feliz com o que viu também.

“Léo,” – Papai Noel bateu no ombro do menino, ainda encantado com o que via – “agora sim você entende o que eu faço, e a importância disso. Dar presentes qualquer um pode dar, mas

o Natal serve para darmos esperança para quem tem pouco e bondade para quem tem muito”.

A próxima viagem de Papai Noel e Léo foi para a casa do menino, onde o velhinho o deixou a tempo da ceia com a família.

Ao ver Léo, o pai disse:

“Afe menino, aí está você!! Achei que você fosse perder isso…olha o que o Papai Noel te trouxe!!”

E o pai entra no quarto com uma bicicleta novinha, do jeito que Léo queria.

O menino olhou para o pai, sorriu e disse:

“Ih pai, isso não é nada…você tem que ver o que o Papai Noel me deu esse ano…”

Por: Autor Desconhecido | Fonte: Refletir para Refletir

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Juros do empréstimo do INSS e cartão consignado podem ser fixados


Foto: Steve Buissinne/Pixabay

Serviço de empréstimo do INSS deve passar por mudanças. No dia 8 de dezembro foi publicada uma medida no Diário Oficial da União que tem como finalidade fixar o teto de juros da previdência social. Isso deve impactar nas operações de crédito consignado e também nas taxações do cartão de crédito. Acompanhe.

Os aposentados e pensionistas do INSS devem ficar atentos. De acordo com o DOU, a previdência social terá seu teto de juros fixados. A partir de agora, a solicitação do empréstimo consignado terá uma taxação de 2,14% ao mês, já os serviços de cartão de crédito ficarão em 3,6%.

De acordo com o documento, o reajuste foi feito com base na relação dos juros reais, calculados a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 16,10%. Isso implica dizer que a população terá maior estabilidade ao solicitar esses tipos de créditos, mas não poderá criar expectativas sobre a redução das tarifas.

O texto institui ainda que, no âmbito do Conselho Nacional de Previdência Social, Grupo de Trabalho para criação de Programa Permanente de Cidadania Financeira e Previdenciária, fica autorizado o financiamento com recursos das instituições financeiras que trabalham com o empréstimo consignado.

A justificativa para tal mudança foi a necessidade de ampliar a transparência, concorrência e redução de custos dos empréstimos consignados.

Por: Eduarda Andrade | Fonte: FDR

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

INSS: Aposentados e pensionistas receberão novos valores a partir de janeiro de 2022

Caso o aumento de 10% da inflação seja confirmado, o salário mínimo passará de R$ 1.100 para R$ 1.210

Foto: divulgação

A nova projeção da inflação deste ano ultrapassa os 10%. Caso seja confirmada, o salário mínimo de 2022 será o maior desde 2016, quando o piso foi reajustado em 11,6%. Consequentemente, os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo, também serão corrigidos.

Novo salário mínimo

Caso o aumento de 10% da inflação seja confirmado, o salário mínimo passará de R$ 1.100 para R$ 1.210. Embora tenha um acréscimo considerável, o reajuste não trará ganhos reais, já que será corrigido apenas pelo índice inflacionário.

Vale ressaltar que o reajuste no piso nacional é uma exigência instituída pela Constituição. Todavia, para ao menos garantir o poder de compra por parte dos trabalhadores e beneficiários. Desta forma, a alteração deve ser realizada anualmente, a fim do alinhamento proporcional.

Desde o início do governo Bolsonaro, o salário mínimo é corrigido conforme o acumulo da inflação. Ou seja, de acordo com o percentual calculado no ano anterior.

Impacto do salário mínimo no seguro desemprego

Trabalhadores demitidos sem justa causa costumam ser contemplados com o benefício assistencial do seguro desemprego. Ele é pago entre três a cinco parcelas com um valor definido de acordo com os três últimos salários recebidos pelo cidadão dispensado.

Em síntese, o seguro desemprego também é baseado no piso nacional, uma vez que não pode conceder uma quantia inferior. Logo, há grandes chances de o trabalhador receber, no mínimo, R$ 1.200 em 2022.

Impacto do salário mínimo no PIS/PASEP

O abono salarial PIS/Pasep é um benefício concedido ao trabalhador com carteira assinada todos os anos. Ele é distribuído conforme a data de nascimento ou o Número de Identificação Social (NIS) para funcionários da iniciativa privada e de âmbitos públicos, respectivamente.

O valor do abono é calculado de acordo com o salário mínimo em vigência, sendo ele a quantia limite que pode ser repassada. Para isso, é preciso verificar quantos meses o cidadão trabalhou com carteira assinada no ano-base.

Sendo assim, se o trabalhador tiver prestado serviços no regime CLT durante 12 meses, ele terá o direito de receber o abono em seu valor integral. Logo, no próximo ano ele terá R$ 1.200 em mãos. Confira as proporções:

  • 1 mês: R$ 100;
  • 2 meses: R$ 200;
  • 3 meses: R$ 300;
  • 4 meses: R$ 400;
  • 5 meses: R$ 500;
  • 6 meses: R$ 600;
  • 7 meses: R$ 700;
  • 8 meses: R$ 800;
  • 9 meses: R$ 900;
  • 10 meses: R$ 1.000;
  • 11 meses: R$ 1.100;
  • 12 meses: R$ 1.200.

Motivos para a alta da inflação

De acordo com especialistas, o aumento no preço dos combustíveis bem como da energia elétrica e de produtos alimentícios, estão entre as categorias que mais foram impactadas com a elevação constante da inflação.

Além disso, é necessário ressaltar a disparada do dólar, que reflete diretamente nos aumentos desses elementos. Acontece que a moeda passou dos 29,33% em 2020 e até o momento acumula uma alta de 7%, chegando a mais de R$ 5,60.

Todavia, o maior problema com a elevação da inflação é o impacto causado na população mais carente, pois, embora esteja em situação de vulnerabilidade os valores não são reduzidos dependentemente das condições financeiras. Neste caso, se faz necessário a implementação de políticas públicas voltadas para o apoio dessas famílias.

Por: Ester Farias | Fonte: Notícias e Concursos