sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Parlamentares voltam a sugerir aumento da margem consignável


Foto: Rmcarvalho/Getty Images

Devido ao grau elevado de endividamento das famílias brasileiras, além da crise econômica instaurada no país, o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), solicitou ao presidente da república, Jair Bolsonaro, a prorrogação do limite adicional de 5% para contratação de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas do INSS.

A Lei 14.131, de 2021, que foi sancionada em março, e teve seu prazo de vigência encerrado em 31 de dezembro do ano passado, aumentou de 35% para 40% o limite da margem de crédito consignado para os beneficiários do INSS. A medida representou um alívio para milhares de brasileiros, em meio à crise econômica provocada pela pandemia de covid-19. 

Desde 1.º de janeiro de 2022, o limite para contratação de crédito com desconto em folha de pagamento voltou a ser de 35%. Desse porcentual, 30% é destinado para o empréstimo pessoal e 5% para operações realizadas com cartão de crédito, conforme a legislação vigente. 

Fonte: Economia IG

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

INSS: extratos de aposentadorias com reajuste já estão disponíveis

No total serão 36 milhões de beneficiários receberão o reajuste anual


Foto: Mark Hang Fung So/Unsplash

Os extratos de aposentadorias com o reajuste anual começaram a ser disponibilizados pelo INSS para consulta de aposentados e pensionistas. 

Alguns beneficiários já estão com os extratos disponíveis, para consulta mesmo sem que o órgão ainda não tenha processado a folha de pagamento referente a janeiro, cujo os pagamentos começaram neste dia 25.

Porém nem todos os beneficiários podem contar com essa função, INSS ainda definiu o dia em que vai liberar os extratos de todos.

Extratos

O que irá conter no extrato:

– Valor total de mr (mensalidade reajustada) do período: valor do benefício com reajuste anual sem os descontos;

– Consignação empréstimo bancário: se houver, trata-se de desconto de empréstimo que é descontado diretamente na fonte de pagamento;

– Abatimento a beneficiário maior de 65 anos: beneficiários acima desta idade possuem cota extra de isenção do Imposto de Renda;

– Imposto de Renda retido na fonte: desconto de IR, se houver.

Para consultar seu extrato de pagamento do INSS, basta acessar o site www.meu.inss.gov.br ou o aplicativo oficial Meu INSS no celular. Em seguida, preencha com o número do CPF e a senha.

Caso seja seu primeiro acesso, será preciso se cadastrar e responder a algumas perguntas sobre seu histórico de contribuições.

Depois de entrar você verá na tela inicial, logo ao centro, e clicando no ícone “olho” você poderá ver o número de benefício, a competência, o valor e a previsão de pagamento. Se aparecer a competência de janeiro de 2022, o novo extrato está disponível e o sistema já mostrará o valor do novo benefício após descontos.

Caso estiver liberado, basta clicar em “Detalhar” e aparecerão os benefícios já solicitados ao INSS. Selecione o benefício que está ativo e, na tela seguinte, vá em “Extrato de Pagamento”.

Clique sobre a competência 01/2022. Nessa linha já aparece o valor a ser recebido (com descontos, se houver) e a data de pagamento, outra informação importante é o banco e a agência de pagamento.

Reajustes

No total serão 36 milhões de beneficiários recebendo o reajuste anual, porém:

23.463.947 ganham o salário mínimo 

12.110.325 recebem acima do piso nacional

Segundo uma fonte previdenciária, é que o governo aplique os 10,16% do índice fechado de 2021 e a diferença fique para o outro ano. Com isso o teto das aposentadorias e pensões deve subir para R$ 7.087,22.

Para ter direito aos benefícios do INSS é necessário ter realizado uma contribuição mensal durante certo período junto ao órgão. Existem duas categorias de segurados, são elas:

Segurados Obrigatórios - São aqueles que exercem uma atividade remunerada podendo ter vínculo empregatício ou não.

Segurados Facultativos - São aqueles que não exercem atividade remunerada, mas optaram por contribuir ao INSS, aderindo ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Vale lembrar que dentro dessas categorias, existem alguns tipos de segurados, por exemplo:

  • Empregado;
  • Empregado doméstico
  • Segurado Obrigatório;
  • Segurado Facultativo;
  • Segurado Especial;
  • Trabalhador Avulso e;
  • Contribuinte Individual.

Por: Esther Vasconcelos | Fonte: Jornal Contábil

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Benefício do INSS: valor máximo terá reajuste de 10,16%, em 2022


Foto: divulgação

Os benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) acima do salário mínimo terão reajuste de 10,16% neste ano. O valor é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para o aumento de salário e benefícios previdenciários. O índice também mede o impacto da variação dos preços para as famílias.  

 Com o reajuste, o valor máximo de aposentadorias e pensões pagas pelo INSS subirá de R$ 6.433,57 para R$ 7.087,22 em 2022. Para quem recebe o benefício no valor de um salário mínimo, o reajuste será maior, de 10,18%. A quantia é definida pelo governo federal, que elevou o piso nacional de R$ 1.100 para R$ 1.212. 

 Os benefícios reajustados começam a ser pagos a partir de 25 de janeiro, para os que ganham um salário mínimo. Quem recebe acima do piso terá o primeiro benefício com aumento de 10,16% a partir de 1° de fevereiro. 

A data do depósito é definida conforme o dígito final do cartão do benefício, que aparece antes do traço.

Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Brasileiros escolhem "esperança" como a palavra para 2022

Especialistas em saúde mental falam sobre a importância do termo

Foto: Freepik

Os brasileiros querem ser mais otimistas em 2022. Pelo menos, este é o resultado do levantamento feito pela Consultoria Cause e pelo Instituto de Pesquisa Ideia, que ainda apontou "vacina" como o termo de 2021. Dos 1,2 mil entrevistados entre 6 e 9 de dezembro, 17% escolheram "esperança" a palavra para o próximo ano, seguida de "saúde" (10%) e "recomeçar" (7%). Para especialistas em saúde mental consultados por GZH, mais do que a expectativa condicional de ocorrer algo bom, é preciso também agir para a roda da vida seguir girando. 

"Esperança" tem sido uma palavra recorrente entre os brasileiros desde a primeira pesquisa, realizada em 2017, segundo o economista Maurício Moura, fundador do Instituto de Pesquisa Ideia e professor da Universidade George Washington. Somente entre 2018 e 2019, "mudança" foi o termo mais lembrado — na mesma pesquisa, realizada sempre em dezembro, se pergunta pela palavra do ano que passou e pelo termo do período que virá.

— Na verdade, esperança é um sentimento do brasileiro. É bastante particular da opinião pública brasileira a sensação de que o futuro será melhor do que o presente. Na América Latina, em geral, a questão da expectativa do futuro é recorrente. Ao contrário da Europa, onde essa visão é mais pragmática e as pessoas não esperam um futuro melhor do que o presente — destaca Moura, apostando em "inflação" como a palavra de 2022.

Para o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), a seleção de um termo que defina o ano permite às pessoas conversarem sobre o futuro, se reconhecendo numa mesma palavra. Porém, ele ressalta a ambiguidade existente na escolha dos brasileiros.

— "Esperança" é um termo ambíguo e pode remeter ao esperançar, expressão de Paulo Freire para designar um tipo de desejo, ou designar um tipo de espera, de expectativa condicional para que algo aconteça e, só então, possamos agir em conformidade com o nosso desejo — ressalta.

Ainda assim, Dunker considera necessário ter esperança, expectativa, desejos ou, de uma maneira mais abrangente, a chamada perspectivação do futuro.

"É importante ter um certo pensamento regrado, capaz de distinguir o que é um futuro próximo, de média distância e um futuro longo. Esta capacidade de articular-se no tempo é um grande indício de saúde mental e da nossa resiliência".
Christian Dunker, Psicanalista.

Mas há os que desaprovam por completo a palavra como um termo positivo. Em artigo relacionado ao novo ano e publicado no Brazil Journal, o estrategista de comunicação e embaixador global da Unesco, Nizan Guanaes, fez questão de escrever sobre a desesperança, por não acreditar que o contrário dela seja capaz de mudar algo nos rumos da humanidade.

Nas palavras de Guanaes, a esperança leva o ser humano a "terceirizar soluções que o mundo precisa urgentemente". A provocação de Guanaes gerou uma onda de compartilhamento do texto nos meios empresariais. 

O psiquiatra Nélio Tombini, diretor da clínica Psicobreve, também segue na linha de pensamento de Guanaes. 

— Vejo a esperança como uma certa passividade diante da vida, e isso é muito da nossa cultura. Quando falamos esperança, é como uma espera de que algo vai ocorrer. Alguém ou algo fará algo para mim. O melhor seria se as pessoas dissessem "em 2022 farei de tudo para que a minha vida possa ser melhor", "espero me cuidar, não que alguém faça por mim" — argumenta.

Assim como Dunker, Tombini lembra do educador e filósofo Paulo Freire e do verbo esperançar, que, para ele, poderia ser pensado para o próximo ano. 

Em sua obra Pedagogia da Esperança (1992), Freire, patrono da educação brasileira, cita que "… É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo".

Razão para ser símbolo de 2022

Psicanalista e escritor, Mario Corso faz questão de dizer que gosta da palavra esperança e salienta que os brasileiros têm razão em pensar nela como símbolo para 2022 depois de quase dois anos depressivos, como ele mesmo define.

— A vontade de viver se mistura com o que seja esperança, na falta de um conceito melhor. Não brigaria com essa palavra. A pandemia transformou a vida em algo difícil. Foram dois anos em que perdemos pessoas, empregos, negócios, amores, vínculos, empobrecemos no sentido econômico e nos laços de situações que não vivemos, encontros que não tivemos e festas que não aconteceram. Então, quando não temos nada, nos agarramos nessa força vital chamada esperança — afirma Corso.

"É necessário acreditar porque, às vezes, é a única coisa que se tem. Apesar de tudo e contra tudo, acreditar que ainda é possível".
Mario Corso, Psicanalista.

Mesma perspectiva tem o psicólogo Fernando Elias José, especialista em psicologia cognitivo-comportamental. Para ele, esperança traz estímulo e perspectiva à vida, mas não pode ser de forma passiva.

— A esperança é capaz, sim, de mover o ser humano. Mas o indivíduo precisa agir, sem ficar esperando acontecer — completa.  

A marca do povo brasileiro é a esperança, resume a psicóloga Samantha Sittart, especialista em psicoterapia psicanalítica e membro do grupo de pesquisa Envelhecimento e Saúde Mental (GPESM-CNPq).  

— Neste finalzinho de ano, acompanhei uma fala recorrente dos pacientes: "Espero que em breve possamos nos ver de novo sem as máscaras! Não vejo a hora!". Isso já demonstra um sopro de esperança de dias melhores, de um amanhã que possamos vislumbrar a nossa maior riqueza, que é a nossa liberdade — argumenta.

Tanto Corso quanto Samantha fazem questão de alertar sobre a importância de se ter esperança, mas sem viver apenas de planos e promessas.

— A esperança não é enganosa. Enganoso é o discurso que se usa disfarçado de esperança para construir uma promessa — destaca Corso.

— Precisamos nos responsabilizar por nossas atitudes, e não apenas terceirizar ao outro, ao próximo, ao adversário político, a Deus e ao Universo. Precisamos ser pessoas responsáveis por nossas atitudes — completa Samantha.

"A vida é uma constante impermanência, e o que ela pede da gente é coragem para seguir em frente".
Samantha Sittart, Psicóloga.

Questionados sobre qual palavra gostariam de destacar para 2022, Corso foi o único a citar "esperança". Dunker e Tombini reforçaram "esperançar". O psiquiatra gaúcho ainda citou "saúde", principalmente relacionada à busca pela saúde mental. Elias José escolheu "fé", não ligada à religião, mas sugerindo que as pessoas voltem a acreditar na vida de uma forma geral. E Samantha lembrou de "amor", defendendo ser este o ponto de partida para nos tornarmos pessoas mais respeitosas e tolerantes às diferenças: amar a si mesmo para amar o próximo.

Anualmente, a Consultoria Cause e o Instituto de Pesquisa Ideia realizam a pesquisa sobre a palavra do ano vigente e a palavra para o ano seguinte. Abaixo, confira as escolhas:

As palavras para o ano seguinte, escolhidas no final do ano anterior:

  • 2022: esperança
  • 2021: esperança
  • 2020: esperança
  • 2019: mudança
  • 2018: esperança

Por: Aline Custódio | Fonte: GZH